13/06/2018 às 13h22min - Atualizada em 13/06/2018 às 13h22min

Vereadores rejeitam veto do prefeito sobre Zona Azul em S. Bárbara

Amanda Sabino - amanda@portalatualidade.com.br
Foto: Amanda Sabino / Portal Atualidade

Após o prefeito Denis Andia (PV) rejeitar o projeto de lei que concede 15 minutos de tolerância na Zona Azul, em Santa Bárbara d’Oeste, os vereadores derrubaram ontem, por unanimidade, o veto do chefe do executivo. A partir de agora, caberá ao presidente da câmara, o vereador Ducimar Cardoso, o Kadu Garçom (PR), promulgar a proposta e fazer com que a lei se torne vigente no município.

 

De autoria do vereador José Luís Fornasari, o Joi (SD), o projeto causou polêmica na sessão ordinária de terça-feira (12). O vereador Cláudio Peressim (PEN) chegou a pedir o adiamento dessa votação, mas 12 vereadores foram contrários à prorrogação. 

 

Durante a sessão, a comerciante Loris Tedesco de Oliveira Cardona, de 76 anos, esteve na câmara para conversar com os vereadores, defender a rejeição ao veto do prefeito e denunciar irregularidades que ocorrem frequentemente na Zona Azul no município, como mau atendimento dos funcionários, desrespeito aos usuários do sistema de estacionamento rotativo e cobranças indevidas. 

 

“Eu acho a Zona Azul necessária para nós, comerciantes. Mas, paralelamente, tem acontecido fatos que acabam causando constrangimento. Outro dia, por exemplo, um rapaz colocou um cartão no carro e caiu, aí a moça, mesmo vendo o cartão que tinha caído e estava dentro do horário, falou que ele tinha que ir na central. Mas se é digitalizado não precisa de nada disso”, contou a comerciante.

 

Atualmente, imediatamente após o encerramento do prazo pago pelos motoristas, os agentes emitem um aviso de cobrança de tarifa. A partir da sanção da lei, que cabe agora ao vereador Kadu Garçom, os motoristas terão 15 minutos de tolerância e o controle do período de permanência será realizado digitalmente pelos funcionários da Zona Azul.

 

Como justificativa do veto total ao projeto, Denis Andia disse que houve “usurpação de competência" e que a medida proposta pelo vereador "extrapola as atribuições do município, na medida que provoca extrema onerosidade ao sistema já existente, causando impactos financeiros à empresa e ao município e causa desequilíbrio econômico e financeiro ao contrato administrativo firmado por licitação em 2013 ".

 


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Publicado por Portal Atualidade em Terça-feira, 29 de maio de 2018