26/03/2018 às 19h00min - Atualizada em 26/03/2018 às 19h00min

Dona de cão morto em S. Bárbara acusa Guarda Municipal de sumir com animal

Redação - redacao@portalatualidade.com.br
Foto: Arquivo Pessoal
Na tarde de domingo (25), um pitbull foi morto a tiros após confusão entre moradores do Conjunto Habitacional Roberto Romano e a Guarda Municipal de Santa Bárbara. De acordo com sua proprietária, a família era inocente e o cão estava trancado em um dos quartos do apartamento.
 
Indignada com a morte de seu cão, Bob, de 3 anos e meio, a vendedora Thais Maiane da Silva, de 24 anos, entrou em contato com o Portal Atualidade para contar a sua versão dos fatos. Segundo ela, tudo começou por volta das 13h30 no bloco 80 do Romano, quando os guardas abordaram uma pessoa na praça do local. “Após eles abordarem essa pessoa, falaram, eu não vi, pois não estava no momento, que algumas pessoas começaram a atirar pedras nas viaturas. E aí os policiais vieram para o prédio e bateram na minha casa, já metendo o pé na porta, como se alguém tivesse corrido para dentro do nosso apartamento. Mas lá só estavam meus dois cunhados, as mulheres deles e as crianças, que estavam se arrumando para ir almoçar na casa da minha avó, onde eu já estava”, afirmou.
 
De acordo com Thais, os guardas entraram no apartamento e começaram a agredir os homens e o cão foi atraído pelo barulho. “Eles não falaram nada, só chegaram batendo e meus dois cunhados não entenderam nada do que estava acontecendo. O cachorro estava no fundo, numa área de lazer, e a porta estava aberta. Com o barulho ele veio para a sala, mas em nenhum momento avançou em ninguém. A minha cunhada, então, prendeu ele no meu quarto. As crianças viram tudo, choravam e pediam para eles pararem de bater. Meus cunhados se machucaram e estão com pontos na cabeça e marcas roxas, em nenhum momento eles reagiram a nada”, contou.
 
A vendedora disse que os guardas algemaram os homens e os levaram para baixo para serem encaminhados à delegacia. Porém, segundo ela, um dos policiais voltou e abriu a porta do quarto onde estava o cão. “Ele meteu o pé na porta do meu quarto e ela abriu. Aí o Bob já estava assustado, porque ele era medroso, só tinha tamanho e saiu para fora e deve ter dado um latido, eu não sei direito porque não estava lá, mas me contaram. Ele não teve tempo de nada, quando ele saiu do quarto um dos policiais já atirou nele. Nisso, uma das minhas cunhadas entrou na frente do cachorro pedindo pelo amor de Deus para que o guarda não atirasse mais e ele mandou ela sair de cima do cachorro senão ia atirar nela também. Aí ele disparou mais três tiros contra o Bob. Tudo isso na frente das crianças, que estavam dentro de casa”, explicou.
 
Thais disse que está inconformada com a forma com que o cão foi morto e levado pela polícia. “Arrastaram meu cachorro morto pelo apartamento, puxando ele pelo rabo e jogaram na viatura como se fosse um lixo. Não tinha porque terem feito essa crueldade com ele. Nem deixaram o corpo dele para eu poder enterrar. Já fui no aterro e no zoononses e ele não está lá, ninguém fala onde está o cachorro para que eu, pelo menos, possa enterrá-lo”.
 

De acordo com a vendedora, Bob era dócil, querido pelos moradores do local e nunca avançou em ninguém. Ela afirmou, ainda, que o apartamento possui marcas de tiro na parede e que a família encontrou algumas cápsulas na residência após a ação da polícia. “Meu sobrinho de 11 anos, que presenciou tudo, está revoltado porque ele já entende. O cachorro convivia com ele e hoje ele nem almoçou pra ir pra escola”.
 
Questionada sobre o caso, a corporação, por meio da assessoria de imprensa da prefeitura, informou que “a Guarda Municipal preza pelo bom atendimento, proteção das pessoas e da paz pública. Foi lavrado Boletim de Ocorrência no Plantão Policial, onde constam todas as informações. A Secretaria de Segurança, Trânsito e Defesa Civil (Sesetran) irá acompanhar o caso”.

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Publicado por Portal Atualidade em Terça-feira, 29 de maio de 2018