Prefeitura pede demolição da Ponte do Esqueleto após morte de jovem

Ponte pode desaparecer após tragédia que tirou a vida de uma jovem; prefeitura também pede investigação da Polícia Federal

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Prefeitura pede demolição da Ponte do Esqueleto após morte de jovem
Reprodução

A Prefeitura de Limeira solicitou oficialmente à União a demolição da conhecida Ponte do Esqueleto após a morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump realizado no local. A medida também inclui um pedido para que a Polícia Federal acompanhe e investigue futuras divulgações de atividades na estrutura por meio das redes sociais.

O pedido foi discutido em uma reunião realizada nesta segunda-feira (15), com a participação do prefeito Murilo Félix, representantes do Governo Federal, da Câmara Municipal de Limeira e do deputado federal Miguel Lombardi. O objetivo é impedir novos acidentes em uma área que, apesar de interditada, continua sendo utilizada para práticas de esportes radicais e visitas informais.

A tragédia aconteceu no último fim de semana, quando Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada da ponte durante um salto sem a devida segurança. O caso gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre o acesso ao local e a fiscalização da estrutura.

Segundo a administração municipal, a Ponte do Esqueleto nunca foi autorizada para atividades esportivas ou turísticas. A prefeitura afirmou que já havia adotado diversas medidas para restringir o acesso, como instalação de placas de advertência, bloqueios físicos e abertura de valetas para impedir a circulação de pessoas.

As ações de segurança foram intensificadas após outro acidente fatal registrado em 2024, quando uma ciclista morreu na mesma região. Mesmo assim, a estrutura continuou atraindo visitantes e praticantes de esportes de aventura.

Localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, a Ponte do Esqueleto pertence à antiga Rede Ferroviária Federal e jamais foi concluída. Abandonada há décadas, ela acabou se transformando em um ponto conhecido para exploração urbana e práticas radicais, apesar das restrições existentes.

Além do pedido de demolição, a Secretaria de Patrimônio da União informou que pretende reforçar a sinalização no local e estudar a instalação de novas barreiras para dificultar o acesso de pessoas à estrutura.


 


 

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