Os dados do Censo 2022 do IBGE revelam que a identidade das famílias de Americana e Santa Bárbara d’Oeste é marcada por fortes raízes portuguesas — e isso fica evidente nos sobrenomes que mais se repetem nas duas cidades.
O Silva lidera com ampla vantagem: são 26.842 pessoas em Americana e 23.978 em Santa Bárbara d’Oeste que carregam o nome de origem lusa, historicamente associado a famílias vindas de Portugal durante o período colonial. Em seguida aparecem Santos, Oliveira, Souza e Pereira, todos também de origem portuguesa, consolidando a herança cultural que moldou o interior paulista.
Além deles, Rodrigues, Ferreira, Alves e Lima figuram entre os dez mais recorrentes nas duas cidades, mostrando que os sobrenomes tradicionais continuam predominando mesmo com a diversidade de novas gerações. Em Americana, o Costa fecha a lista dos dez mais, enquanto em Santa Bárbara d’Oeste quem completa o ranking é o Gomes.
E os nomes mais populares?
Entre os nomes próprios, os clássicos continuam imbatíveis. Em ambas as cidades, Maria e José lideram os rankings, seguidos por Ana e João, confirmando que a tradição religiosa e cultural segue forte no interior paulista.
Em Americana, “Maria” aparece em 10.585 registros e “José” em 4.770. Já em Santa Bárbara d’Oeste, são 8.804 Marias e 4.332 Josés — números que mostram que os nomes simples e tradicionais continuam resistindo ao tempo.
O levantamento do IBGE mostra que, mesmo com a chegada de novas gerações e sobrenomes mais raros, as marcas históricas da colonização portuguesa continuam firmes, reforçando o elo entre passado e presente nas famílias americanenses e barbarenses.