04/04/2019 às 15h58min - Atualizada em 04/04/2019 às 15h58min

Câmara de Americana aprova dispositivo de segurança para escolas municipais

Chamado de botão do pânico, dispositivo auxiliará no combate à violência

ANDRE LUIS CIA
Prefeitura de Americana
Americana poderá ter um dispositivo de segurança inédito nas escolas municipais, chamado de “botão do pânico” para evitar tragédias semelhantes como a ocorrida recentemente numa escola de Suzano (SP). A Câmara de Vereadores aprovou nesta quinta-feira (4), por unanimidade (18 votos), projeto de lei do vereador Thiago Brochi (PSDB), que autoriza o Poder Executivo a disponibilizar o dispositivo a diretores e coordenadores de escolas. O botão deverá estar interligado a um alarme central na Guarda Municipal. Uma emenda da vereadora professora Juliana (PT), que determinava palestras de orientação sobre o dispositivo foi rejeitada por 11 votos, sendo que, sete vereadores votaram favoráveis.
Atualmente há 49 escolas municipais em Americana, que contam com 14, 5 mil alunos, distribuídos entre educação infantil e fundamental. Segundo o projeto, assim que recebesse o aviso sonoro, a GM deslocaria a quantidade de viaturas necessárias para o atendimento da ocorrência, em caráter de urgência e emergência.
De acordo com a justificativa de Brochi, o objetivo do projeto é o de instituir medida de segurança preventiva nas escolas municipais, conferindo proteção aos professores, alunos, pais e funcionários. “Em caso de perigo iminente, violência ou desastre nas escolas, o botão é acionado. A intenção é expandir o sistema do botão do pânico às escolas municipais, pois demonstra-se ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das medidas de segurança preventiva aplicadas no município para combater a violência nas escolas e evitar desastres como os divulgados pela mídia recentemente”, defendeu. 
O projeto foi defendido por todos vereadores, mas gerou um clima de discussão quando a vereadora Juliana pediu a palavra para justificar seu voto . Apesar de votar favorável, ela alegou que a violência escolar é produzida de maneira muito complexa. “O botão também deveria ser acionado quando temos falta de material nas escolas ou ainda contra a demissão maçica de professores, ou a destinação do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), dentre outras coisas”. Juliana foi interrompida por alguns parlamentares, incluindo Brochi, durante seu pronunciamento sob a alegação que ela deveria se ater ao projeto, e não a outras questões que fugiam do tema.  Ela rebateu: ‘Se estamos numa casa política de leis temos que ampliar a discussão. Sou professora e socióloga, mesmo assim sou favorável ao projeto, mas que também acrescente a ele essa emenda”. Na alegação dada por um dos vereadores que votou contrário à emenda, Alfredo Ondas (MDB), “a polícia já estaria preparada para esse trabalho de conscientização”. 
A reportagem do portal Atualidade procurou pela secretária de Educação de Americana Evelene Ponce Medina, para saber a opinião dela diante do projeto. Foram questionados também como é feita a segurança, hoje, nas escolas municipais da cidade. Além disso, se após o massacre em Suzano, foi realizado algum trabalho de conscientização junto aos alunos. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a “secretária Evelene ainda não teve conhecimento do inteiro teor da proposta e prefere se manifestar apenas após ter acesso ao mesmo”.
 
Notícias Relacionadas »
Comentários »

Manifestação na câmara municipal de Santa Bárbara, servidores municipais cobrando sobre o reajuste de 1,69 de aumento no salário.

Publicado por Portal Atualidade em Terça-feira, 29 de maio de 2018