24/01/2018 às 18h46min - Atualizada em 24/01/2018 às 18h46min

Omar é “síndico de massa falida”, diz presidente do PT de Americana

Barion fez acusações envolvendo contrato para destinação do lixo a aterro instalado na cidade; prefeitura diz que ponto de descarte cumpre legislação

Rodrigo Pereira - rodrigo.pereira@portalatualidade.com.br
Redação
Barion apontou risco a moradores e meio ambiente com instalação de aterro. Foto: Reprodução | Facebook

O presidente do PT de Americana, Marco Antonio Barion, o Russo, afirmou que “falta capacidade de governar” ao prefeito da cidade, Omar Najar (PMDB), e que ele é “síndico da massa falida” e não um político. Barion fez as afirmações durante um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizado na Calçadão, na manhã de hoje (24), ao criticar e fazer acusações envolvendo o contrato firmado pelo Executivo para destinação do lixo da cidade a um aterro que a empresa Engep construiu na região do pós-Anhanguera.

O PT de Americana moveu uma ação na Justiça para tentar barrar a instalação do aterro. Um pedido de liminar foi negado, mas o mérito da ação ainda não foi julgado. No final de dezembro, a prefeitura firmou contrato emergencial de três meses com a Engep para a destinação dos resíduos do município, após haver contestações judiciais em relação a uma licitação aberta pela administração municipal com a mesma finalidade.

“Essa ação do lixão que nós fizemos se baseia em alguns preceitos. Não vai ficar mais barato. São dois quilômetros de distância do aterro aqui de Americana para o aterro de Paulínia (da Estre, para onde os resíduos eram levados anteriormente), então poderia continuar sendo entregue em Paulínia totalmente. A (Estrada) Ivo Macis (caminho para o novo aterro) é uma casca de ovo. Inclusive, na licitação tinha calçadão, um monte de coisa que não foi feito, não foi entregue. Alguém ali deve ter levado algum dinheiro, porque a obra  não foi entregue e é uma casca de ovo. É só fazer uma medição lá, vai ver que não é o que tá no contrato. Ali vai ter de se gastar muito dinheiro para os caminhões passarem”, acusou Barion.

Ele também apontou que vai ocorrer desvalorização dos imóveis na região, mau cheiro, risco de contração de doenças pelos moradores das imediações e prejuízos ao meio ambiente. O petista sustenta que, naquela região existem ao menos 30 nascentes descobertas, que poderiam ser contaminadas, e risco de que a manta do aterro se rompa e contamine lençóis freáticos.

“Esse aterro não pode vir pra cá, a não ser que o prefeito queira ficar conhecido como aquele que trouxe o lixão, o prefeito do lixão (...) O (Waldemar) Tebaldi (ex-prefeito) deixou como marca 21 postinhos, deixou hospital. O pai dele, o Abdo Najar (ex-prefeito), abriu essa cidade. O Ralph Biasi (ex-prefeito) fez tantas obras, como o Milton Azenha Fenley (Complexo Esportivo Milton Fenley Azenha), o Centro Cívico, e o Omar parece que quer deixar de obra o lixão. (...) Isso é falta de capacidade de governar. Nós não temos um político sentado lá. Nós temos um síndico da massa falida (...) Não consegue (governar) porque não tem competência para isso e está cercado de maus profissionais”, acrescentou Barion.

Contatadas por telefone e-mail, os departamentos de comunicação da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e Engep não enviaram posicionamento até o fechamento dessa reportagem.

O OUTRO LADO

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, toda a questão técnica sobre a construção do aterro, que é privado, foi feita sob licenciamento estadual, e a distância entre os aterros é muito maior do que dois quilômetros. “É preciso destacar que a mudança implicou no não pagamento de pedágio; a fila de caminhões para descarte também gera um aumento de tempo que, por conseqüência, exige que mais veículos façam as viagens. O fluxo de veículos pesados na Ivo Macris atualmente é grande. O transporte de lixo, no entanto, não dará impacto significativo no fluxo que já existe”, apontou.

Questionado sobre possíveis contrapartidas em obras na via, o Executivo lembrou que apesar de a estrada ser municipal, sua pavimentação foi feita por obra estadual. “A prefeitura fez a medição no ano passado e a submeteu ao DER para que avaliasse a situação do pavimento e tomasse as devidas providências. No ano passado houve manutenção e ação de tapa-buracos e a prefeitura acompanha constantemente a situação”, acrescentou.

O prefeito Omar Najar não construiu ou trouxe qualquer lixão. O aterro sanitário existente é privado e cumpre legislações exigidas pelo Governo Estadual, a quem compete esta regularização”, completou o departamento de comunicação.

A licitação para a oferta do serviço segue em curso normal, tendo passado por ajustes necessários, apontou a assessoria. “É preciso destacar que a prefeitura possui um contrato emergencial firmado ao fim do então vigente. Foi feito levantamento de preços com outros aterros e o contrato foi o mais barato oferecido. Ele segue até a conclusão do processo licitatório em curso”, finalizou.


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Publicado por Portal Atualidade em Terça-feira, 29 de maio de 2018