03/01/2018 às 19h35min - Atualizada em 03/01/2018 às 19h35min

Em meio a queixas, empresa quer ônibus mais caro que na Capital em Americana

Princesa Tecelã quer reajuste para R$ 4,67, enquanto na Capital o valor subirá para R$ 4; moradores relatam desde falta de cobradores à existência de goteiras dentro dos ônibus

Rodrigo Pereira
Redação
Foto: Divulgação
Em meio a queixas sobre atrasos, lotação e qualidade dos veículos, a VPT (Viação Princesa Tecelã) quer aumento da tarifa de ônibus urbano de Americana em um valor acima da praticada em São Paulo. A empresa comunicou ontem (2) que solicitou à prefeitura reajuste do valor da passagem de R$ 3,50 para R$ 4,67, um percentual de alta de 33,42%. Moradores relatam desde falta de cobradores aos finais de semana até a existência de goteiras dentro dos coletivos. 

Se for autorizado o aumento no valor da passagem do ônibus em Americana, o valor será 16,75% maior que a nova tarifa que passará a ser cobrada na Capital a partir de domingo. Lá, o prefeito João Doria (PSDB) autorizou elevação de R$ 3,80 para R$ 4, uma alta de 5,26%.
"Aumentar a passagem pra vc entrar no ônibus e ir em pé e na maioria das vezes esperar por horas nos pontos e ainda ter que conviver com o fato de não ter cobradores nos finais de semana, o que atrasa ainda mais o deslocamento até o destino. Mas vai ser sempre assim, as pessoas reclamam e reclamam mais no fim acaba aceitando tudo", declarou Rodrigo Nascimento.

"Pagar R$ 4,67(R$ 4,70,pois não vai ter centavos para troco) por um transporte péssimo, não cumpre horário, uma verdadeira carroça, quando chove (a chuva cai) mais dentro do ônibus que fora do ônibus, vidros travados, sem manutenção, sem segurança, bancos sujos (e) rasgados. Só espero que o poder público analise bem antes de autorizar este reajuste", comentou Aparecido Carlos Pinto.

Em novembro do ano passado, a prefeitura anunciou o rompimento contratual com a VPT alegando descumprimento de cláusulas contratuais. A empresa continua à frente do serviço, no entanto, até que seja julgada uma ação que trata do caso. Ontem, o Executivo informou que entre os motivos que geraram um processo de caducidade, constatados principalmente do primeiro semestre de 2017, envolviam débitos fiscais com o município e com a União, qualidade de veículos, periodicidade e pontualidade. "Além disso, segurança de alguns veículos, pontos de ônibus deteriorados – que são de responsabilidades da empresa e veículos rodando sem a presença do cobrador.  Veículos sem lacre na catraca e ônibus com horários cortados, também foram apresentados no processo", apontou. 

Em relação ao pedido de reajuste, o Executivo apontou que "será avaliado dentro dos critérios que levam interesse do munícipe, levando em conta qualidade, viabilidade econômica e, sobretudo, o interesse público".
 
O OUTRO LADO
Com relação à comparação com o preço da tarifa na cidade de São Paulo, a Princesa Tecelão apontou que "é imprescindível destacar que o valor cobrado do usuário é acrescido de um subsídio pago mensalmente pela Prefeitura Municipal às empresas prestadoras do serviço, cerca de R$ 3 bilhões em 2017, fato que não acontece em Americana". A viação argumenta que o reajuste não ocorreu anualmente como previsto no contrato de concessão, o que vem gerando inúmeros prejuízos para a empresa, por isso a necessidade do aumento solicitado.

Sobre os atrasos e esperas, a concessionária comunicou que prepara um projeto para radializar todas linhas do transporte público de Americana e que, com isso, a oferta de ônibus irá aumentar e o tempo de espera reduzir "drasticamente". "A radialização consiste em fazer com que um ônibus circule do início da linha até o terminal e outro do terminal até o ponto final. Isso evita que um mesmo veículo atravesse toda a cidade para cumprir a linha. Assim que esse projeto for colocado em prática, todos os usuários precisarão utilizar o cartão de passe para realizar a integração sem custo adicional", acrescentou.

Quanto às outras reclamações, a empresa ressaltou que mantém canais de atendimentos aos usuários pelo e-mail sac.vpt@princesatecela.com, no telefone (19) 3468-3868 ou ainda pelo WhatsApp (19) 97160-5358. Para que a situação relatada seja verificada é importante ressaltar que o passageiro precisa informar a linha, número do ônibus e horário da ocorrência.

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Publicado por Portal Atualidade em Terça-feira, 29 de maio de 2018