Em reconstituição de cena de crime em bar de Americana, família alega legítima defesa

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Em reconstituição de cena de crime em bar de Americana, família alega legítima defesa
Entrenews



A reconstituição da cena do crime ocorrido nas primeiras horas do dia 30/04, no “Bar do Mineiro”, na Avenida São Jerônimo, em Americana, contou não só com a presença dos policiais civis encarregados da reprodução simulada dos fatos, mas também da família de Aparecido Natal de Lima, de 55 anos, conhecido como “Mineiro”, proprietário do estabelecimento.

Segundo o delegado Dr. Lúcio Antônio Petrocelli, no dia 30 ainda de madrugada, Jeferson Aparecido da Silva Oige teria ido até o bar do Mineiro e, após uma confusão, Mineiro teria feito o disparo de arma de fogo. Jeferson foi encontrado morto horas depois na rua atrás do bar. Dr. Lúcio afirmou, ainda, que ‘Mineiro’ alega que já teria sido vítima de Jeferson em um outro episódio no mesmo local dias antes. 

A família de Mineiro, em entrevista ao Entrenews, afirmou que ele agiu em legítima defesa. “A gente veio por justiça. A gente sabe que foi um caso de legítima defesa. Meu pai é um cara trabalhador, ele ficava no estabelecimento até a hora que tinha cliente. Ele (Jeferson) estava dando trabalho com todo mundo, com os clientes, aqui no bar e meu pai pedindo pra ele ir embora. Foi no momento em que meu pai estava fechando o estabelecimento e ele ficou de tocaia esperando meu pai sair. No momento em que meu pai estava indo embora com outros amigos ele percebeu que esqueceu a chave do carro dentro do bar e quando voltou para buscar, o rapaz (Jeferson) entrou e esfaqueou meu pai. Ele só não matou meu pai aquele dia porque havia outro rapaz que começou a gritar até que ele parou de esfaquear meu pai”, contou Diego Vieira de Lima, filho de Mineiro.

Aproximadamente 30 dias depois, Jeferson voltou no bar e, segundo a família, disse que “terminaria o que havia começado”. Ao dizer essas palavras, Mineiro sacou a arma e disparou. Jeferson saiu correndo, mas faleceu horas depois em outra rua.

Diego ainda afirmou que Jeferson não era cliente do bar, mas que ele estaria indo no bar nos últimos dois ou três dias antes do ocorrido.

 

 

 


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